lesões no joelho

Artrose

Artrose ou osteoartrite é o desgaste e perda progressiva da cartilagem que reveste os componentes da articulação (fêmur, tíbia e patela). Esse desgaste ocorre em função de alterações mecânicas decorrentes de deformidade local (sequela de traumas – deformidades congênitas ou adquiridas ao longo da vida – desvio no eixo do membro inferior – tipo de pisada ), alterações inflamatórias que lesam diretamente a cartilagem (artrite reumatoide, lúpus, dentre outros), desgaste natural associado ao uso (agravado pelo sobrepeso, atividades de alto impacto ao longo da vida). A perda da cartilagem leva ao aumento excessivo do atrito intra articular, associado à redução progressiva / bloqueio de alguns movimentos e dor severa, podendo chegar a deformidade articular, o que traz enorme limitação para realização de atividades cotidianas. Seu tratamento depende do grau de acometimento articular e intensidade dos sintomas/limitações, variando desde medicamentos sintomáticos, redução do peso corporal e atividades diárias, reabilitação e atividade física, até o tratamento cirúrgico (artroscopia, osteotomia ou artroplastia).

Osteonecrose

Osteonecrose é a morte de células ósseas. Neste caso sendo mais comum acometer o côndilo femoral. Os mecanismos que levam à morte celular ainda são controversos, mas acredita-se haver um aumento de pressão local associado à redução do suprimento vascular. Diversas são as causas que podem causar osteonecrose: doenças inflamatórias, uso de medicamentos como corticoides – quimo e radio terapia, etilismo, tabagismo, uso de drogas, mergulho com uso de cilindro, dentre outros. Seu tratamento depende do local, extensão e grau de acometimento, e inclui medicamentos sintomáticos, restringir temporariamente a carga local com uso de muletas, reabilitação, chegando até ao tratamento cirúrgico com descompressão da área de osteonecrose, ou artroplastia nos casos mais avançados.

Lesões Ligamentares – LCA / LCP / LCM / LCL

O joelho é estabilizado primariamente por diversos ligamentos. Duas estruturas são consideradas o pivo central do joelho – ligamento cruzado posterior (LCP) que impede a translação posterior da tíbia sobre o fêmur, e ligamento cruzado anterior (LCA) que impede a translação anterior da tíbia. Além desses, há os ligamentos colaterais medial e lateral (LCM E LCL), restritores do valgo e do varo do joelho, respectivamente. O ligamento mais lesado do joelho é o LCA, geralmente associado a um trauma torcional durante a prática esportiva. Os demais ligamentos podem igualmente ser distendidos ou rompidos em traumatismos associados ao esporte, bem como acidentes de alta energia (automobilismo), ou entorses ao realizar atividades cotidianas. O tratamento das lesões ligamentares varia de acordo com o (s) ligamento (s) acometido (s), grau da lesão, sintomas apresentados, e nível de atividade praticada. Sendo assim, varia desde imobilização provisória, medidas analgésicas e anti inflamatórias, fisioterapia/reabilitação, até o tratamento cirúrgico com reparo, reconstrução ligamentar por via aberta ou artroscópica.

Lesão Meniscal – Condral

Os meniscos são estruturas fibroelásticas que repousam em pares sobre o platô tibial, e possuem a função de absorver impacto, proteger a cartilagem articular e estabilizar secundariamente a articulação, conferindo maior congruência. Já a cartilagem é um tecido que reveste todas as articulações, permitindo que haja movimento entre dois ossos com o mínimo de atrito. Tanto os meniscos como a cartilagem articular do joelho estão sujeitos a lesões, sejam elas causadas por impacto, trauma, atrito local (atividade física, entorses, movimentos repetitivos), ou por alterações degenerativas. Os sintomas englobam dor local ou irradiada, diminuição da amplitude de movimento e até bloqueios articulares. E seu tratamento varia de medidas analgésicas e anti inflamatórias locais, restrição de carga, fisioterapia e reabilitação muscular, até tratamento cirúrgico artroscópico na maioria dos casos, osteotomia em casos localizados e artroplastias em casos mais avançados.

Condropatia Patelar – Instabilidade Patelar

A patela é um osso localizado na região anterior do joelho, com a função de otimizar a tração exercida pelos tendões que nela se inserem, agindo como uma roldana. Devido às particularidades biomecânicas, bem como à ampla inserção miotendínea, ligamentar e à congruência óssea, a patela está sujeita a alterações de natureza degenerativa (dor, lesão de cartilagem – condromalacia), traumática ou congênita (instabilidade – luxação). A dor anterior do joelho, associada à condropatia patelar é uma das queixas mais frequentes em consultórios ortopédicos, em função dos hábitos de vida e atividades cotidianas, associado a fatores corporais; e seu tratamento inclui medidas analgésicas, mudança de hábitos, fisioterapia e um trabalho de reabilitação com ênfase para fortalecimento e alongamento muscular, podendo, em alguns casos, incluir infiltração de agentes anti inflamatórios e lubrificantes articulares. Já a instabilidade patelar, de natureza traumática ou não, pode ser controlada de maneira conservadora, por meio de um trabalho de reequilíbrio muscular, mudança de atividades, chegando até ao tratamento cirúrgico que deve ser individualizado (reconstrução do ligamento patelo femoral – avanço muscular do vasto medial – osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia).

Fraturas

As fraturas do joelho são mais frequentes em adultos jovens, em decorrência de acidentes de alta energia (automobilísticos – esportes de contato) e idosos após trauma de baixa energia (quedas da própria altura). Podem englobar tanto a porção distal do fêmur, como proximal da tíbia (platô tibial) ou a patela. Como se trata de uma lesão intra articular, o alinhamento deve ser completo, não podendo haver incongruência, para se evitar a evolução para artrose precocemente. Além disso, é muito importante que haja mobilidade precoce do joelho. Desta forma, o tratamento para a maioria das fraturas acometendo o joelho é cirúrgico.

Tenossinovites – Bursites

Tendões são prolongamentos do ventre muscular, compostos por colágenos, que tem a função de se fixar ao osso para promover, juntamente com a contração muscular, o movimento de uma articulação/segmento do corpo. Já a bursa é um fino tecido que reveste proeminências ósseas, estando presente em grande número em todo corpo e que permite um melhor deslizamento muscular e tendíneo sobre o osso. Desta forma, tanto os tendões como as bursas estão sujeitos a processos inflamatórios, comumente associado ao excesso de tração local causado pela falta de alongamento ou aumento de atrito local decorrente de atividades de alto impacto e fraqueza muscular adjacente. A forma mais comum de tendinite no joelho acomete o tendão patelar (região anterior do joelho, abaixo da patela); podendo acometer, entretanto, qualquer tendão/bursa – como tendão do quadríceps (região anterior do joelho, acima da patela), tendões da pata de ganso (tendões da região posterior e medial da coxa – se inserem na porção medial do joelho) e tendões isquiotibiais (tendões da região posterior da coxa – se inserem na porção posterior do joelho). Seu tratamento, via de regra é conservador, com medidas analgésicas e anti inflamatórias locais, medicamentos, reabilitação com ênfase para alongamento e fortalecimento. Há, ainda, a possibilidade de infiltração local com agentes anestésicos e anti inflamatórios. Casos isolados e refratários ao tratamento conservador, e associados a ruptura local são indicativos de tratamento cirúrgico.

lesões no joelho

Artrose

Artrose ou osteoartrite é o desgaste e perda progressiva da cartilagem que reveste os componentes da articulação (fêmur, tíbia e patela). Esse desgaste ocorre em função de alterações mecânicas decorrentes de deformidade local (sequela de traumas – deformidades congênitas ou adquiridas ao longo da vida – desvio no eixo do membro inferior – tipo de pisada ), alterações inflamatórias que lesam diretamente a cartilagem (artrite reumatoide, lúpus, dentre outros), desgaste natural associado ao uso (agravado pelo sobrepeso, atividades de alto impacto ao longo da vida). A perda da cartilagem leva ao aumento excessivo do atrito intra articular, associado à redução progressiva / bloqueio de alguns movimentos e dor severa, podendo chegar a deformidade articular, o que traz enorme limitação para realização de atividades cotidianas. Seu tratamento depende do grau de acometimento articular e intensidade dos sintomas/limitações, variando desde medicamentos sintomáticos, redução do peso corporal e atividades diárias, reabilitação e atividade física, até o tratamento cirúrgico (artroscopia, osteotomia ou artroplastia).

Osteonecrose

Osteonecrose é a morte de células ósseas. Neste caso sendo mais comum acometer o côndilo femoral. Os mecanismos que levam à morte celular ainda são controversos, mas acredita-se haver um aumento de pressão local associado à redução do suprimento vascular. Diversas são as causas que podem causar osteonecrose: doenças inflamatórias, uso de medicamentos como corticoides – quimo e radio terapia, etilismo, tabagismo, uso de drogas, mergulho com uso de cilindro, dentre outros. Seu tratamento depende do local, extensão e grau de acometimento, e inclui medicamentos sintomáticos, restringir temporariamente a carga local com uso de muletas, reabilitação, chegando até ao tratamento cirúrgico com descompressão da área de osteonecrose, ou artroplastia nos casos mais avançados.

Lesões Ligamentares – LCA / LCP / LCM / LCL

O joelho é estabilizado primariamente por diversos ligamentos. Duas estruturas são consideradas o pivo central do joelho – ligamento cruzado posterior (LCP) que impede a translação posterior da tíbia sobre o fêmur, e ligamento cruzado anterior (LCA) que impede a translação anterior da tíbia. Além desses, há os ligamentos colaterais medial e lateral (LCM E LCL), restritores do valgo e do varo do joelho, respectivamente. O ligamento mais lesado do joelho é o LCA, geralmente associado a um trauma torcional durante a prática esportiva. Os demais ligamentos podem igualmente ser distendidos ou rompidos em traumatismos associados ao esporte, bem como acidentes de alta energia (automobilismo), ou entorses ao realizar atividades cotidianas. O tratamento das lesões ligamentares varia de acordo com o (s) ligamento (s) acometido (s), grau da lesão, sintomas apresentados, e nível de atividade praticada. Sendo assim, varia desde imobilização provisória, medidas analgésicas e anti inflamatórias, fisioterapia/reabilitação, até o tratamento cirúrgico com reparo, reconstrução ligamentar por via aberta ou artroscópica.

Lesão Meniscal – Condral

Os meniscos são estruturas fibroelásticas que repousam em pares sobre o platô tibial, e possuem a função de absorver impacto, proteger a cartilagem articular e estabilizar secundariamente a articulação, conferindo maior congruência. Já a cartilagem é um tecido que reveste todas as articulações, permitindo que haja movimento entre dois ossos com o mínimo de atrito. Tanto os meniscos como a cartilagem articular do joelho estão sujeitos a lesões, sejam elas causadas por impacto, trauma, atrito local (atividade física, entorses, movimentos repetitivos), ou por alterações degenerativas. Os sintomas englobam dor local ou irradiada, diminuição da amplitude de movimento e até bloqueios articulares. E seu tratamento varia de medidas analgésicas e anti inflamatórias locais, restrição de carga, fisioterapia e reabilitação muscular, até tratamento cirúrgico artroscópico na maioria dos casos, osteotomia em casos localizados e artroplastias em casos mais avançados.

Condropatia Patelar – Instabilidade Patelar

A patela é um osso localizado na região anterior do joelho, com a função de otimizar a tração exercida pelos tendões que nela se inserem, agindo como uma roldana. Devido às particularidades biomecânicas, bem como à ampla inserção miotendínea, ligamentar e à congruência óssea, a patela está sujeita a alterações de natureza degenerativa (dor, lesão de cartilagem – condromalacia), traumática ou congênita (instabilidade – luxação). A dor anterior do joelho, associada à condropatia patelar é uma das queixas mais frequentes em consultórios ortopédicos, em função dos hábitos de vida e atividades cotidianas, associado a fatores corporais; e seu tratamento inclui medidas analgésicas, mudança de hábitos, fisioterapia e um trabalho de reabilitação com ênfase para fortalecimento e alongamento muscular, podendo, em alguns casos, incluir infiltração de agentes anti inflamatórios e lubrificantes articulares. Já a instabilidade patelar, de natureza traumática ou não, pode ser controlada de maneira conservadora, por meio de um trabalho de reequilíbrio muscular, mudança de atividades, chegando até ao tratamento cirúrgico que deve ser individualizado (reconstrução do ligamento patelo femoral – avanço muscular do vasto medial – osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia).

Fraturas

As fraturas do joelho são mais frequentes em adultos jovens, em decorrência de acidentes de alta energia (automobilísticos – esportes de contato) e idosos após trauma de baixa energia (quedas da própria altura). Podem englobar tanto a porção distal do fêmur, como proximal da tíbia (platô tibial) ou a patela. Como se trata de uma lesão intra articular, o alinhamento deve ser completo, não podendo haver incongruência, para se evitar a evolução para artrose precocemente. Além disso, é muito importante que haja mobilidade precoce do joelho. Desta forma, o tratamento para a maioria das fraturas acometendo o joelho é cirúrgico.

Tenossinovites – Bursites

Tendões são prolongamentos do ventre muscular, compostos por colágenos, que tem a função de se fixar ao osso para promover, juntamente com a contração muscular, o movimento de uma articulação/segmento do corpo. Já a bursa é um fino tecido que reveste proeminências ósseas, estando presente em grande número em todo corpo e que permite um melhor deslizamento muscular e tendíneo sobre o osso. Desta forma, tanto os tendões como as bursas estão sujeitos a processos inflamatórios, comumente associado ao excesso de tração local causado pela falta de alongamento ou aumento de atrito local decorrente de atividades de alto impacto e fraqueza muscular adjacente. A forma mais comum de tendinite no joelho acomete o tendão patelar (região anterior do joelho, abaixo da patela); podendo acometer, entretanto, qualquer tendão/bursa – como tendão do quadríceps (região anterior do joelho, acima da patela), tendões da pata de ganso (tendões da região posterior e medial da coxa – se inserem na porção medial do joelho) e tendões isquiotibiais (tendões da região posterior da coxa – se inserem na porção posterior do joelho). Seu tratamento, via de regra é conservador, com medidas analgésicas e anti inflamatórias locais, medicamentos, reabilitação com ênfase para alongamento e fortalecimento. Há, ainda, a possibilidade de infiltração local com agentes anestésicos e anti inflamatórios. Casos isolados e refratários ao tratamento conservador, e associados a ruptura local são indicativos de tratamento cirúrgico.

Dr. Bruno Santos Leal Campos

CRM-DF: 26126 | TEOT: 16708
Ortopedista e Traumatologista | Cirurgião de Joelho

  • MBA de Gestão em Saúde na Fundação Getúlio Vargas (FGV) (2019-2021).
  • Fellow em Cirurgia de Joelho no Hospital HOME (2019-2020);
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT (2019);
  • Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (2016-2019);
  • Graduado em Medicina pela Faculdade Integral Diferencial (2015);
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte – SBRATE;
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico – SBTO;
  • Membro da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos – AAOS.
 Dr. Bruno Santos – Ortopedista Brasilia 1
 Dr. Bruno Santos – Ortopedista Brasilia 2
 Dr. Bruno Santos – Ortopedista Brasilia 3
 Dr. Bruno Santos – Ortopedista Brasilia 4

Especialista em Joelho

O joelho é definido pelo encontro de três ossos: o fêmur (osso da coxa) a tíbia (osso da perna) e a patela (rótula). Trata-se de uma articulação altamente complexa, realizando movimentos em vários planos, o que lhe confere uma mecânica particular. Ele é composto, além dos componentes ósseos e cartilaginosos, por ligamentos internos e periféricos, elementos fibroelásticos intra articulares para absorção de impacto, proteção e estabilização secundária (os meniscos); bem como diversos grupos musculares e tendíneos, estruturas neuro vasculares, e tecidos sinoviais que revestem e vedam a articulação. O joelho está sujeito a várias lesões, tanto traumáticas (fraturas, luxações, lesões ligamentares), quanto associadas a impacto e movimentos de repetição, alterações degenerativas e inflamatórias, sendo as mais comuns: Artrose, Osteonecrose, Lesões Ligamentares – lca / lcp / lcm / lcl, Lesão Meniscal – Condral, Condropatia Patelar – Instabilidade Patelar, Fraturas, Tenossinovites – Bursites.

especialista em joelho brasilia

Principais Doenças Tratadas

doenças do joelho
  • Artrose do Joelho;
  • Lesões dos Meniscos;
  • Lesão do ligamento cruzado anterior do Joelho;
  • Condropatia Patelar;
  • Osteoartrite Patelar;
  • Osteonecrose idiopática do joelho;
  • Bursites no joelho;
  • Fratura por Estresse.